Foto coletiva ganha menção especial em concurso do Observatório da Infância

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Por Lidmillie de Castro

Combustível da violência
© Cecilio Bastos e Patrícia Telles

Com um ensaio coletivo, o estudante de Jornalismo Cecílio Bastos e a jornalista Patrícia Telles, ganharam menção honrosa no segundo concurso de fotografia promovido pelo site Observatório da Infância.

A produção fotográfica intitulada “Combustível da violência”, inspirada na triste e conflituosa relação das crianças com as drogas, concorreu ao lado de 250 fotografias inscritas.

O concurso, que teve como tema "O medo na infância", reuniu uma comissão julgadora formada por renomados profissionais da área de comunicação, fotografia e estética: Paulo Roberto Borchert, Paulo Marcos Mendonça Lima, Rogerio Reis, Claudia Tavares, Kitta Eitler e Philippe Machado.

Para o estudante Cecílio Bastos, trata-se de uma fotografia coletiva pelo fato da produção ter sido feita de forma minuciosa, atentando para cada detalhe: luz, reflexo, cores, exposição, tratamento. “Foi tudo coletivo, no sentido de dinâmico, criativo e possível de acontecer”, explica.

A jornalista Patrícia Telles completa afirmando a necessidade de revelar, através da fotografia, um diálogo com problemas existentes na região e, assim, “ir além das fronteiras e expectativas”.

Seguem os links dos ensaios premiados:

1º lugar no Concurso de Fotografia - "O Medo na Infância"
Autor: Raphael Alves - Manaus / AM

Menção Honrosa no Concurso de Fotografia - "O Medo na Infância"
Autor: Cecílio Bastos - Juazeiro / BA

Menção Honrosa no Concurso de Fotografia - "O Medo na Infância"
Autor: Cristiano da Silva - Goiânia / GO

Concurso Universitário Sony-Fotografe

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© Divulgação

Continuam abertas, até o dia 12 de fevereiro de 2010, as inscrições para o 3º Concurso Universitário de Fotografia Sony-Fotografe. O tema desta edição é "Meu olhar sobre o Brasil".

Mais informações, assim como o regulamento e a ficha de inscrição, através do portal oficial do Concurso Universitário.

Coleção 2009 Pictures

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Essa é super especial! O MAGEM disponibiliza os link´s para os portais que reuniram as melhores publicações fotográficas do ano de 2009.


Soldado dos EUA faz vigilância noturna no Afeganistão
© Adam Ferguson


Mãe e Filho, Afeganistão
© Julie Jacobson


Incêndios no Sul da Califórnia
© Irfan Khan

Instantâneo mobile

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Chuvas no Rio de Janeiro
© Flávio Ciro

Nem sempre estamos munidos de um bom equipamento ou, pelo menos, o mais apropriado. Todavia, isso não impede a composição de interessantes imagens. Essa fotografia postada acima foi capturada à partir de um celular.

Seis da IX: novembro

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Capitalismo natural
© Danilo Galvão / FMN-Recife/PE


Escadaria do Capibaribe
© Danilo Galvão / FMN-Recife/PE


Ouro de tolo
© Ilana Copque / UNEB


O preço
© Mauricio Fidalgo / UNEB


Raios de luz
© Luis Osete / UNEB


Pulo do píer
© Luis Osete / UNEB

Ministro da cultura se reúne com produtores culturais da fotografia

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Iatã Cannabrava entrega ao ministro Juca Ferreira a Carta elabora no Paraty em Foco 2009
© Rafael de Oliveira

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve reunido nesta última segunda-feira, dia 7 de dezembro, em Brasília, com representantes da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB). O encontro objetivou solicitar o apoio para estabelecer canais de comunicação, criar sistemas de interlocução entre a classe fotográfica e os setores públicos e privados. Na ocasião, foi entregue a Carta de Paraty, que formaliza a criação da RPCFB. A elaboração do documento foi resultado do 1º Encontro de Agitadores Culturais da Fotografia no Brasil, realizado em setembro deste ano naquela cidade histórica do litoral fluminense, durante o evento Paraty em Foco. Sugestões de formas de incentivo ao setor como o lançamento de editais específicos e a realização de uma pesquisa sobre as iniciativas nacionais no campo da fotografia também foram apresentadas. “Quando estiver finalizado o projeto precisamos nos reunir com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) para consolidar uma parceria”, disse Juca Ferreira. Quanto às iniciativas educacionais, o ministro da Cultura ressaltou que, em sua opinião, a fotografia tem que interagir com as escolas públicas de todo o Brasil: “crianças fotografam muito bem. Em algum momento da iniciação escolar, temos que incluir a fotografia para o desenvolvimento cultural dessas pessoas”. Para Iatã Cannabrava, coordenador do Paraty em Foco e um dos signatários da Carta, é necessário a elaboração de políticas públicas para o setor. Ele ainda destacou que está sendo planejada uma ação para registrar o Brasil. “Precisamos criar um plano para documentar os lugares mais escondidos do país.” Estiveram presentes os produtores culturais da fotografia Iatã Cannabrava, Carlos Carvalho, Ana Carolina Póvoas, João Kulcsar, Patricia Gouvêa, Guto Muniz, Andreas Valentin e Ricardo Junqueira. Também estiveram presentes pelo Ministério da Cultura, Ricardo Resende, Micaela Neiva Moreira e Juliana Nolasco Ferreira.

Fonte: MinC

Exposição fotográfica em cartaz no MAGEM

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© Cartier-Bresson

"Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz. É organizar rigorosamente as formas visuais percebidas para expressar o seu significado. É pôr numa mesma linha cabeça, olho e coração”.

Essa sábia definição do ato fotográfico é de Henri Cartier-Bresson e uma seleção de suas fotógrafias, organizada pelo fotojornalista Evandro Teixeira, estão presentes na exposição "Franceses".

A mostra fotográfica do MAGEM continua em cartaz no Departamento de Ciências Humanas da UNEB, em Juazeiro/BA.

Exposição:
Franceses – uma compilação de Evandro Teixeira
Aberta ao público:
desde o dia 03 de novembro
Onde: Universidade do Estado da Bahia – DCH III
Endereço: Avenida Edgar Chastinet, s/n, São Geraldo – Juazeiro/BA
Horário: de segunda a sexta, das 14h às 22h. Sábado, das 14h às 18h
Entrada gratuita
Mais informações entre em contato: galeriadefotografia@gmail.com

João Pina fotografa o Rio de Janeiro

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The gangs of Rio
© João Pina

O fotógrafo português João Pina publicou em seu site oficial o ensaio fotográfico "The gangs of Rio".

Fotojornalismo impregnado de conteúdo. Vale conferir!

Os Novos Baianos, 40 anos

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Imagem da internet
© autor desconhecido

Fundarpe lança prêmio de fotografia

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Sob o tema "Cidades, Paisagens Contemporâneas", a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lança a terceira edição do Prêmio Pernambuco Nação Cultural de Fotografia.

O concurso irá premiar 12 fotografias capturadas nos municípios da Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão do Estado.

A participação no concurso se restrige à fotógrafos profissionais ou amadores, pernambucanos ou residentes no Estado de Pernambuco há pelo menos um ano.

O edital está disponível para download no menu superior do endereço eletrônico da FUNDARPE, aba Fomento, na área Editais.

Observatório da Infância promove concurso de fotografia

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© Divulgação

Estão abertas até o dia 30 de novembro as inscrições para o II Concurso de Fotografia do Observatório da Infância. O tema é "O Medo na Infância".

As inscrições são aceitas através do endereço eletrônico da entidade. O envio das fotografias também é feito pelo próprio site.

Imagem sonora

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Festival de Músicas Mestiças
© Flávio Ciro

Salvador foi palco da primeira versão baiana do Festival Musiques Métisses e o olho mágico do MAGEM fez o registro.

O Festival de Música Mestiça de Angoulême foi criado por Christian Musset na região francesa de Poitou-Charentes, em 1976. Tem como objetivo a promoção da música urbana e contemporânea da África e países da diáspora africana, mostrando ao mundo ocidental a criação artística nesses países e oferecendo uma plataforma de expressão e intercâmbio aos participantes.

60 anos da ARFOC-BA

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ARFOC-BA 60 anos: sessão especial comemorativa
© Flávio Ciro

Fotografia: Prêmio Imprensa Embratel 2009

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Ladrão em fuga
© Adenilson Nunes

Foram divulgadas as produções vencedoras do Prêmio Imprensa Embratel 2009. Esse ano, recebeu o troféu da categoria fotografia, o fotojornalista Adenilson Nunes, do jornal Correio da Bahia.

A imagem de Nunes, publicada na capa do periódico em agosto de 2008, é um instantâneo de um rapaz em fuga depois de furtar um celular.

Seis da IX: outubro

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Trouxas
© Ilana Copque / UNEB


160º
© Ilana Copque / UNEB


Praça do Papa
© Ilana Copque / UNEB


Epifania
© Luis Osete / UNEB


Infância
© Emerson Rocha / UNEB


O Velho e o Rio
© Luis Osete / UNEB

ARFOC-BA 60 anos

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© Flávio Ciro

A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos da Bahia (ARFOC-BA) completa 60 anos. O fotojornalista e professor Flávio Ciro foi um dos associados e segundo ele a ARFOC contribuiu para "garantir direitos e fazer com que os profissionais registrados tivessem seus lugares garantidos".

Na próxima sexta-feira (13) será realizada uma sessão especial comemorativa na Câmara de Vereadores de Salvador. Na ocasião, estarão presentes o único fundador vivo da entidade, Gervásio Batista, o editor de fotografia do Jornal do Brasil, Evandro Teixeira e o fotógrafo e publicitário, Sérgio Jorge.

O MAGEM estará participando do evento com a presença dos fotojornalistas Flávio Ciro e Silvana Costa.

Exposição "Franceses" entra em cartaz

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© MAGEM

A partir de hoje, quem passar pelo Departamento de Ciências Humanas III, da Universidade do Estado da Bahia, poderá apreciar a exposição fotográfica do MAGEM, Franceses - uma compilação de Evandro Teixeira. Uma mostra que revela algumas das influências da França para a imprensa brasileira. O próprio Evandro revela-se influenciado. “Dizer que o Cartier Bresson não te influenciou é mentira. O Cartier Bresson foi o pai de todo mundo”.

Ao todo são 24 fotografias selecionadas pelo renomado fotógrafo brasileiro, que, celebrando o Ano da França no Brasil, elegeu imagens de grandes nomes da fotografia mundial. As fotografias, algumas realizadas no Brasil, pertencem a Henri Cartier Bresson, Jean Manzon, Robert Doisneau e Marcel Gautherot.

Exposição:
Franceses – uma compilação de Evandro Teixeira
Aberta ao público:
a partir do dia 03 de novembro
Onde: Universidade do Estado da Bahia – DCH III
Endereço: Avenida Edgar Chastinet, s/n, São Geraldo – Juazeiro/BA
Horário: de segunda a sexta, das 14h às 22h. Sábado, das 14h às 18h
Entrada gratuita
Mais informações entre em contato: galeriadefotografia@gmail.com

MAGEM apresenta quatro grandes nomes

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© Cartier Bresson

Henri Cartier Bresson foi um dos mais importantes fotógrafos do século XX, considerado por muitos o pai do fotojornalismo. O envolvimento de Bresson com a fotografia começou desde cedo. Quando ainda criança, ganhou sua primeira câmera fotográfica. Em 1947, após a II Guerra Mundial, fundou a agência fotográfica Magnum junto com Robert Capa, George Rodgere, David Seymour e Bill Vandivert. Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Tornou-se o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar, de maneira livre, a vida na União Soviética. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.

© Jean Manzon

Jean Manzon chegou ao Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial. Desembarcou no Rio de Janeiro em 1940. Apesar da pouca idade, 25 anos, Manzon já tinha experiência com fotojornalismo. Quando decidiu usar as terras brasileiras como rota de fuga, Manzon estava cobrindo a guerra para o Paris-Soir. No Brasil, foi diretor de fotografia e cinema no Departamento de Imprensa e Propaganda durante o governo de Getúlio Vargas. Tornou-se o fotógrafo preferido do presidente. Em 1943, passou a trabalhar para a revista "O Cruzeiro", cujas reportagens que fez em parceria com David Nasser foram fundamentais para o sucesso de vendas da revista. Inovou o fotojornalismo brasileiro, com novos enquadramentos, "closes" extremos e ângulos que atraiam a atenção dos leitores.

© Robert Doisneau

Robert Doisneau começou seu interesse pela fotografia em 1929. Gostava de registrar o cotidiano de pessoas que moravam em Paris e em seus arredores. Em 1934, iniciou sua carreira na fábrica da Renault, em Billancourt, onde esteve empregado como fotógrafo industrial e de publicidade. Serviu o exército francês em 1940 e daí até ao fim da guerra trabalhou para a Resistência. Mesmo diante das dificuldades não desistiu de trabalhar como fotógrafo. Em 1949, Doisneau assinou contrato com a revista Vogue, para a qual trabalhou como fotógrafo até 1952 e, desde então, como independente. O que o tornou famoso foi sua "fotografia de rua".

© Marcel Gautherot

Marcel Gautherot viveu na Paris dos anos 20 e foi, muito cedo, aprendiz numa escola de arquitetura, em um curso que não chegou a completar. Em 1936, começou a se dedicar a fotografia, quando participou de um grupo, responsável por catalogar peças de museu. Inspirado pela literatura de Jorge Amado, em 1939 decide conhecer o Brasil, onde viveu e trabalhou por 57 anos. Fixo no Rio de Janeiro, frequentou círculos de intelectuais ligados ao modernismo. Começou também a fazer trabalhos de fotografia para o SPHAN, o Museu do Folclore e trabalhos para a revista O Cruzeiro. Em 1986, juntamente com Pierre Verger, recebeu, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Prêmio Golfinho de Ouro na categoria Fotografia.

ARFOC-BA comemora 60 anos

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A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos da Bahia (Arfoc-Ba) completa sessenta anos no próximo dia 10. Será realizada uma sessão especial comemorativa na Câmara de Vereadores de Salvador na sexta-feira (13), a partir das 9h30min. Segundo a diretoria atual da Arfoc, o objetivo da sessão especial é divulgar e reerguer a Associação. Estarão presentes o único fundador vivo da entidade, Gervásio Batista, o editor de fotografia do Jornal do Brasil, Evandro Teixeira e o fotógrafo e publicitário Sérgio Jorge.

Evandro Teixeira fala sobre o direito autoral do fotógrafo

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© Foto de Evandro Teixeira. Célebre imagem indevidamente manipulada para uma propaganda

A foto é histórica. Um estudante caindo. Policias reprimindo com cassetete. Ditadura Militar. De repente, censura e repressão viraram campo de futebol. Um clássico: Flamengo e Vasco.

A foto adulterada, de autoria do fotojornalista Evandro Teixeira, ilustrou uma campanha publicitária do Sistema Jangadeiro de Comunicação de Fortaleza para comemorar o Dia da Imprensa. O anúncio dizia: “Seria muito fácil manipular os fatos se não existisse a imprensa”. O fotojornalista afirma que não foi comunicado sobre a utilização de sua imagem e que está movendo um processo contra a empresa.

A fotografia é considerada uma obra intelectual e como tal, está protegida pelo art. 7º, inc. VII da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. Entretanto, a Lei do Direito Autoral ainda é pouco conhecida e aplicada no dia a dia dos fotógrafos brasileiros. São muitas as infrações praticadas sem que quase nada aconteça com quem as comete.

Em entrevista concedida ao MAGEM, Evandro Teixeira fala da manipulação e “apropriação” de fotografias e afirma que essa prática “é mais do que uma falta de respeito à cultura.”

MAGEM Recentemente uma foto sua foi manipulada sem seu conhecimento e autorização, essa é uma prática, digamos, comum no Brasil. A que o senhor atribui a violação do direito autoral do fotógrafo no país?

EVANDRO TEIXEIRA Isso é uma prática infelizmente adotada há muito tempo. Minha atribuição é mais do que uma falta de respeito à cultura. O brasileiro é um povo com um enorme potencial criativo e conta com reconhecimento da sociedade, que valoriza a nossa música, dança e também a fotografia. Sou chamado constantemente pela moçada de faculdades que querem resgatar em seus trabalhos momentos históricos do Brasil através de minhas fotos. Por isso, acredito que isso seja falta de ética de quem viola o direito autoral de um artista.

MAGEM Como o senhor vê a “apropriação” de fotografias, considerando principalmente a internet e todas as mudanças que ela ajudou a programar. Seria uma tendência de mercado?

EVANDRO TEIXEIRA A internet é fascinante por permitir a multiplicação de conhecimento em frações de segundos por qualquer um, em qualquer parte do mundo. Não podemos culpar o fenômeno da internet e sim quem a utiliza para práticas indevidas.

MAGEM A legislação brasileira relativa às propriedades intelectuais é a mais rigorosa do mundo. Entretanto, para a cultura nacional a sensação de estar dispondo de uma propriedade alheia quase não faz sentido. Qual seria a solução para, se não terminar, amenizar esse impasse?

EVANDRO TEIXEIRA Não sei dizer... As mudanças de comportamento, de cultura de uma sociedade leva tempo. Quem sabe estamos chegando próximo desta mudança de conceito?

Seis da IX: setembro

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Passatempo
© Luis Eduardo A. G. e Santos / UNEB


Ilha do Fogo
© Luis Osete / UNEB


Até o fim
© Ilana Copque / UNEB


Descarrego
© Luis Osete / UNEB


Grafittarte
© Jaquelyne Costa / UNEB


Maria nordestina
© Jaquelyne Costa / UNEB

Uma resposta a oferecer

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As inquietudes do fotojornalista André Teixeira, reveladas por ele em um artigo publicado na edição de março de 2008 da revista bimestral Photo Magazine, resumem os dilemas éticos que apenas os profissionais que fazem do registro da imagem de um fato – ou antes, realizam o recorte fotográfico à espera de um sentido que lhe será atribuído, em geral posteriormente, na redação – vivem cotidianamente.

Em resumo, são elas: quando fotografar e quando abaixar a câmera? Como portar-se diante do sofrimento alheio? Como o fotojornalista se sentiria, caso fosse a sua dor perante uma tragédia o alvo do registro fotográfico? Por tabela, entra a questão: o que ele deve fazer quando deparar com uma pessoa cuja vida corra risco? Esquecer o disparador da câmera e a distancia segura, que beira a um ato de voyeurismo? Ou protagonizar o fato, e até salvar a vida de alguém? Tais questões não são das mais fáceis, mas enquanto profissional do jornalismo, reflete Teixeira, fazer as fotos é a atitude correta, embora ele insista em sua inquietação e considere o problema do "fotografar ou não" um enigma sem resposta.

Defendo a valorização do olhar do fotojornalista, e do fotógrafo de maneira geral, este, sim, o responsável pelo produto final, a foto, resultado possível de ser obtido, às vezes com qualidade comparável, tanto com uma tosca câmara escura quanto em uma câmera digital último tipo. E também é preciso dizer: o fotojornalista está sujeito a pressões que apenas aqueles que compartilham a profissão conhecem de fato, algo como um "sortilégio" atirado sob quem se inicia no fotojornalismo; enquanto imaginamos tantas outras atividades profissionais onde a ética pessoal é posta à prova a cada instante, nem fazemos idéia que tal possa ocorrer com o geralmente afobado profissional munido de câmeras e objetivas que cruze nossos caminhos.

Julgar uma fotografia é uma atitude subjetiva. Portanto, cogitar as reações que provocará é um exercício cuja certeza é impossível determinar. O conteúdo dessa foto pode ter efeito diverso, a depender da sensibilidade da pessoa que a vê, ou falando racionalmente, da bagagem cultural que ela carrega e suas vivências individuais. Para exemplificar, no meu caso, uma foto-retrato de uma criança, dessas tiradas em dia ensolarado, onde o sorriso da criança consegue ser mais natural do que normalmente o é, ilustrando sua trágica morte, picada por um escorpião – consegue ter um efeito devastador sobre mim.

Da mesma maneira, não esqueci de uma foto, ilustrativa de uma entre tantas limpezas étnicas cometidas durante a guerra da Bósnia. Entre as vítimas que apareciam na cena, uma menina pequena, ainda com as roupas de frio com as quais certamente a mãe a vestiu cuidadosamente antes que a brutalidade da guerra pusesse o ponto final em suas vidas. E o que tornava a foto ainda mais chocante para mim... a chupeta, ao lado do corpo, presa por uma correntinha. Uma imagem da qual nunca mais me livrarei, que carrego comigo e da qual ocasionalmente lembro.

Jamais culparia o fotógrafo que a fez, nem o acusaria de ser um monstro de insensibilidade, da mesma maneira que jamais culparia o fotojornalista que registrou o massacre de My Lay – outra foto que carregarei até o fim. Se aos olhos do próprio fotojornalista, ao menos daqueles que pensam criticamente sobre o ato fotográfico, como Teixeira, fotografar o instante do trágico possa significar uma ofensa à dignidade da vítima ou a de seus familiares, por menos explícita que a fotografia seja (porque a intensidade do seu impacto dependerá da subjetividade de cada um), ele deve pensar que o seu ato também é uma forma de denúncia do absurdo da violência em si, da fragilidade da nossa existência e por fim, uma possibilidade para que alguns de nós nos compadeçamos delas, vítima e familiares.

Susan Sontag analisou criticamente a distância que o nosso olhar estabelece com as vítimas de uma atrocidade registrada pela fotografia. Ela escreveu, na coleção de ensaios Sobre Fotografia (Companhia das Letras): "O choque das atrocidades fotografadas se desgasta com a exposição repetida (...)" e mais adiante: "O vasto catálogo fotográfico da desgraça e da injustiça em todo o mundo deu a todos certa familiaridade com a atrocidade, levando o horrível a parecer comum (...)".

Sontag poderia ter abordado, com igual paixão, a via inversa, o efeito contrário da fotografia (seja a de uma mãe sofrendo a perda de um filho, seja o retrato de uma criança sorridente, em uma matéria que ilustre o final trágico de sua própria existência, ou a foto de um massacre brutal). Se tais fotos podem fazer com que, a exemplo dela, nos sintamos "irremediavelmente aflitos, feridos (...)" sentindo que "algo morreu, algo ainda está chorando", também resgatam nossa humanidade; fazem com que nos emocionemos com a dor do outro; e eventualmente – graças a ela, a fotografia – derramemos algumas lágrimas por alguém que nunca conhecemos e jamais vamos conhecer.

* Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa

Fernando Rabelo no MAGEM

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Fernando Rabelo, mineiro, dono de um vasto currículo, despertou para fotografia na França, durante o exílio do pai. Fez curso de fotografia em Paris e iniciou sua carreira captando flagrantes do cotidiano da cidade luz. Trabalhou durante doze anos como fotógrafo do Jornal do Brasil e depois como editor de fotografia. Além de ter atuado nos jornais Folha de São Paulo e O Globo. Nos anos de 2005 e 2006, Rabelo realizou o ensaio fotográfico “Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris”. Retratou a Musica Popular Brasileira na década de 90. Em 2000 editou o livro "Tributo à Lagoa", uma coletânea de imagens de sua autoria sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro.

Nessa entrevista concedida ao MAGEM, Rabelo conta sua história, opina e fala da restrição do mercado de trabalho para o fotojornalista decorrente do surgimento da fotografia digital. Segundo Rabelo, ”as redações vão manter um quadro mínimo de fotógrafos, provocando uma enorme onda de desemprego”.

Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris
© Fernando Rabelo

MAGEM Como surgiu seu interesse por fotografia?

FERNANDO RABELO O meu interesse pela fotografia surgiu na juventude, ainda adolescente ganhei uma câmera dos meus pais. Aos quatorze anos já havia decidido seguir a carreira de fotógrafo. Além disso, o primeiro contato com o jornalismo foi dentro de casa na figura do meu pai, José Maria Rabelo, que fundou o jornal Binômio, em Belo Horizonte. Mas estes não foram os únicos fatores que influenciaram a minha escolha.

MAGEM O contexto político e social da época em que o senhor iniciou como fotógrafo exerceu alguma influência?

FERNANDO RABELO Fui testemunha ocular de alguns fatos importantes da História recente quando, na época em que o meu pai foi exilado, no Chile, presenciei a vitória de Salvador Allende e o golpe militar que o derrubou em 1973. Era um adolescente de 11 anos e assisti, de cima do telhado da casa onde morava, o bombardeio do Palácio de La Moneda, onde morreu o Presidente chileno. Essas e outras imagens, que estão registradas até hoje na película do meu cérebro, me influenciaram profundamente na vontade de denunciar através da imagem o que eu considerava errado em nossa sociedade.

MAGEM O senhor morou durante alguns anos e cursou fotografia em Paris, considerada a “capital da fotografia mundial”. Qual a representatividade da cidade francesa em seu trabalho?

FERNANDO RABELO Depois do golpe militar no Chile, eu e a minha família nos mudamos para Paris. Tinha 14 anos e ganhei uma câmera fotográfica dos meus pais. Ali comecei fotografando a cidade luz em preto em branco, as passeatas estudantis, o despejo dos últimos moradores de uma favela em Massy, nos arredores de Paris, etc...

MAGEM Como surgiu a idéia de fotografar Paris como um “flâneur"?

FERNANDO RABELO Essa história começou em 2005, quando exercia o cargo de editor de fotografia do Jornal do Brasil. A minha mulher, que é jornalista, conseguiu uma bolsa de estudos de um ano na França para concluir seu doutorado em Letras. Aceitei o desafio, pedi demissão do JB e fui com mulher e filho morar na França, pela segunda vez. Aproveitei o meu tempo e percorri a cidade como um "flâneur", desvendando becos, ruas, igrejas, pontes e personagens de uma Paris popular e cosmopolita. O termo flâneur se refere àquele que caminha tranqüilamente pelas ruas, observando cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem.

Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris
© Fernando Rabelo

MAGEM Como foi essa experiência depois de mais de 20 anos atuando no fotojornalismo, no qual o tempo é elemento fundamental?

FERNANDO RABELO Como flâneur, pude não só retratar Paris a partir de ângulos inusitados, como experimentar outra relação entre o tempo e a imagem fotográfica, houve momentos em que passava o dia flanando e voltava para casa sem nenhuma imagem. No dia seguinte, eu retornava aos mesmos lugares e realizava as fotografias, onde eu podia esperar pacientemente o melhor momento, a melhor luz, o instante mágico. Para mim, a possibilidade de fotografar sem tempo determinado foi um fator decisivo no resultado do trabalho.

MAGEM Como o senhor analisa a prática do fotojornalismo hoje?

FERNANDO RABELO Vivemos numa sociedade saturada de imagens, onde qualquer leitor de jornal torna-se um fornecedor de imagens. Essa prática é incentivada por quase todos os periódicos do mundo. Se um edifício pegar fogo, em poucos minutos os jornais passam receber dezenas de imagens de fotógrafos amadores munidos de câmeras digitais e celulares. O assessor de imprensa, que até alguns anos atrás contratava fotógrafos para a cobertura de um evento, carrega uma câmera e ele mesmo fotografa e envia para as colunas sociais. Os repórteres de vários sites escrevem a matéria e fotografam também. Quando ingressei no JB em 93, éramos 40 fotógrafos. Em 2005 restaram apenas sete. Sem falar das agências que inundam o mercado editorial com imagens a preços não competitivos para os fotógrafos. O mercado de trabalho para o fotojornalista está sucumbindo ao surgimento da fotografia digital.

MAGEM O senhor acredita que a fotografia digital é o fim do fotojornalismo?

FERNANDO RABELO Eu não acredito que a fotografia digital provoque o fim do fotojornalismo. O mercado de trabalho para fotojornalistas é que está chegando ao fim. As redações vão manter um quadro mínimo de fotógrafos, provocando uma enorme onda de desemprego. O fotojornalista terá que se adaptar a essas novas condições, inclusive procurando outras formas de subsistência.

MAGEM Recentemente, uma fotografia de Evandro Teixeira foi veiculada e manipulada sem autorização do mesmo. Como o senhor avalia a preservação dos direitos autorais no Brasil?

FERNANDO RABELO A questão dos direitos autorais é um problema muito sério, sobretudo na Internet. É impressionante a quantidade de fotografias que circulam na web sem a devida creditação. É hora de agirmos de alguma maneira.

MAGEM Qual foto de sua autoria considera mais importante?

FERNANDO RABELO Essa é uma resposta difícil para um fotógrafo responder...

MAGEM Em que projeto o senhor está trabalhando atualmente?

FERNANDO RABELO Estou concluindo um projeto que será exibido no Oi Futuro, no Rio, em dezembro. Por enquanto só posso afirmar isso.

Nobel de Física: CCD

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Esquema de captação da imagem

William Boyle e George Smith repartiram uma das metades do Nobel de Física deste ano, por terem inventado a primeira tecnologia de imagem que utiliza um sensor digital (CCD), material sensível usado em quase todas as áreas da fotografia atualmente.

A tecnologia CCD usa um efeito fotoelétrico, teorizado por Albert Einstein, que valeu ao famoso físico o Nobel de 1921. Através deste efeito, a luz é transformada em sinais elétricos. O desafio a que se propuseram Boyle e Smith, ao conceber um sensor de imagem, foi torná-lo capaz de captar e ler sinais numa enorme quantidade de pontos de imagem (pixel), muito rapidamente.

O CCD tornou-se o olho eletrônico das câmaras digitais e revolucionou a fotografia: a luz passava a poder ser capturada eletronicamente, em vez de numa película. E, claro, se já está sob formato digital, fica facilitada a distribuição dessas imagens, por fibra ótica ou outros canais.

Exposição "Quilo de Feira"

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Trabalho infantil
© Álvaro Luiz

Está em cartaz no Campus III da UNEB - Juazeiro/BA, a exposição "Quilo de Feira", do jornalista Álvaro Luiz.

As fotos foram produzidas durante o Trabalho de Conclusão de Curso e retratam o cotidiano de sete feiras-livres nos municípios de Jaguarari, Senhor do Bonfim e Uauá, na Bahia.

São imagens que buscam mostrar a beleza e a diversidade contida nas feiras do semi-árido em contraste com a desorganização dos espaços e o trabalho infantil.

A exposição faz parte da semana de integração do curso de Comunicação Social e fica aberta até o dia 23 de outubro.

A profecia do Sr Eastman

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"A máquina fotográfica é um espelho dotado de memória, porém incapaz de pensar." (Arnold Newman)


Ao criar o slogan “você aperta o botão e nós fazemos o resto”, usada para alardear a primeira máquina fotográfica realmente portátil, a câmera-caixãozinho Brownie, o inventor George Eastman inconscientemente estava prevendo o próprio futuro da fotografia, muito além do que naquele momento ele poderia supor: ao mesmo tempo em que inaugurava a democratização do ato de fotografar, ele o valorizou...e o desvalorizou (!).

Antes que alguém pense tratar-se de um paradoxo produzido depois de eu haver “bebericado algumas cervejas, seguidas de alguns chopps”, explico: a partir da Brownie e das máquinas que a seguiram, tornou-se possível a qualquer um fazer o que antes apenas os “alquimistas” que lidavam com daguerreótipos, câmaras escuras e substâncias como albumina e magnésio, podiam fazer, ou seja, obter e reproduzir fotos.

Qualquer pessoa, repito, passou a ser criadora do ato fotográfico – até hoje, quem faz uma fotografia mal consegue esconder o orgulho pelo seu produto ao receber o menor elogio, tenha sido a foto feita numa máquina digital de último tipo ou em uma “câmera amadora” (neste ponto caberia questionar: é a máquina ou a fotografia por ela produzida que poderia ser chamada de “amadora”? Afinal, o processo físico/químico das velhas câmaras escuras permanece o mesmo! E uma foto obtida em 1880 pode manter-se tão impressionante e atual em qualidade quanto aquela feita há menos de 10 minutos...).

Em meio a essa utopia democrática da fotografia, poucos parecem dar o devido valor ao ato fotográfico, atribuindo o resultado ao que a tecnologia faz. PQP será tão difícil entender que a câmera e a objetiva “último tipo” somente facilitam a produção da foto, mas não apertam o disparador, nem selecionam a imagem que vai para o sensor CCD ou o filme 35 mm?! Quem a faz é o olhar, mas disso ninguém lembra, nem sequer quando admira e compara atentamente uma seqüência de fotos 3x4 numa mesa de bar ou tão logo é alvo de uma fotografia produzida numa câmera digital - depois de exclamar “deix’eu ver” - corre em direção do fotógrafo para ver como “ficou na foto”.

A câmera digital é a Brownie do século XXI e provavelmente, do século XXII. Ela veio proporcionar a liberdade da câmera-caixão do início do século XX, sem que precisemos lidar com produtos químicos, salas escuras, filmes velados, o fedor do flash de magnésio ou tenhamos que compreender o mecanismo da fixação da imagem. A digital é a “além-Brownie”. No entanto - e tão de acordo com o sistema do capital que a produz (reparem na nauseante quantidade de modelos de câmeras e recursos existentes) – a fotografia é apenas um item em meio a várias funções acopladas, entre elas, a eternamente sedutora possibilidade de “fazer vídeos”.

Mas parece-me que o recurso de “gravar” ou “fazer” vídeo das modernas câmeras digitais vem ganhando terreno acima de sua função de foto, pelo menos entre os leigos. E no caso dos aparelhos de celular mais modernos, o “fazer foto” no mais das vezes, permanece limitado ao flagrante do acidente brutal ou da fugacidade da foto que serve de “papel de parede” para o visor do celular, e que será trocado no instante seguinte.

Ainda em relação ao vídeo, a sucessão de imagens em movimento herdeiro do cinema, não pode capturar da mesma maneira o instante eternizado na foto e que dá sentido a esta. Ninguém faz vídeo 3x4 ou 10x15 para colocar na moldura (a menos que seja personagem da série Harry Potter), tampouco usa a câmera digital como filmadora para pensar depois no significado manifesto ou subjetivo de cada “frame” da gravação. Quem faz - na maioria das vezes vídeos tosquinhos - numa digital espera somente um clímax, no conjunto animado de imagens – a queda de uma pessoa, o a explosão de uma bomba, o disparo de uma arma ou o acidente de trânsito. No vídeo, o que contará nas imagens é o auge daquela seqüência, o que nem sempre ocorre em relação ao produto fotográfico.

Ela, a fotografia, pode ter atingido o auge da “democratização”, mas assim como a democracia na política e na vida social precisa ser compreendida para receber a merecida importância, o devido conhecimento do processo por trás de uma fotografia – de acordo com a estética ou o sentido que se busca imprimir - é fundamental para a valorização do olhar de quem está por trás do visor da câmera, seja este óptico ou LCD, tenha sido a foto feita numa câmara escura “buraco de agulha” ou em uma máquina de “trocentos” megapixels.

*Jornalista (jeancarlos_correa@hotmail.com)

Pedro Martinelli em Paraty

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O fotojornalista Fernando Rabelo do Images&Visions está em Paraty e reportou alguns momentos do workshop de Pedro Matinelli para o MAGEM.

O fotógrafo Pedro Martinelli no 5 º Paraty em Foco
© Fernando Rabelo

Com informações de Fernando Rabelo

O workshop “Projeto pessoal: processo de criação e produção”, do fotógrafo Pedro Martinelli contou com a participação de 15 integrantes. O grupo de trabalho visou alinhar todas as etapas da construção de um projeto pessoal na fotografia.

Martinelli começou as atividades fazendo algumas colocações sobre o ato de fotografar hoje, as mudanças do mercado editorial, as novas relações impostas a partir do digital e o posicionamento dos fotógrafos nesse novo mercado e novo paradigma. Algumas colocações dele:

"Hoje, com a banalização da fotografia, qualquer um fotografa. O que é bom por um lado, mas isso afetou profundamente a profissão do fotógrafo, que está se tornando cada vez mais difícil. A saída que vejo é que os fotógrafos precisam propor projetos."

"O fotógrafo precisa se adiantar hoje e começar a fazer suas pautas, colocar no papel suas idéias. A escrita entrou na concepção do projeto. Fotógrafo hoje precisa colocar no papel suas idéias e listar seus sonhos."

"Fotógrafo tem que escrever e pensar os projetos."

"Eu não era do tempo do fotógrafo que escrevia, mas hoje isso se faz necessário."

"Minha grande galeria era a banca de revista”, hoje, o mercado editorial está cada vez menos aquecido."

"A câmera fotográfica tem que ser uma extensão do corpo. Vejo hoje muita gente olhando para a câmera e não olhando para o mundo."

"No futuro, as câmera vão estar customizadas. Você vai chegar na loja e poderá 'montar' a sua."

Começa o Paraty em Foco

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Em sua 5ª edição, o Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia Fnac, realizado de 23 a 27 de setembro na cidade histórica de Paraty (RJ), apresenta o cenário das revoluções e renovações pelas quais passa a fotografia contemporânea. Serão 18 workshops, 14 mesas e entrevistas, 3 noites de projeção e mais de 70 convidados.

Um dos destaques da programação deste ano são as noites de projeção, dando ênfase a algum aspecto da fotografia, como a noite da Fotografia Pernambucana, com curadoria do fotógrafo recifense Eduardo Queiroga, que exibirá um panorama das mudanças que estão ocorrendo na fotografia de Pernambuco. As outras noites terão a curadoria da fotógrafa Ilana Bessler, Garapa e CIA de Foto.

Outra novidade no evento é que as palestras em formato de entrevista, marca registrada do Paraty em Foco, serão transmitidas ao vivo pelo site do evento. A programação conta com a participação de Pedro Martinelli, referência quando o assunto é Brasil, e a dupla Orlando Brito e Lula Marques, que apresentarão a mesa Fotógrafos no Poder. Os dois são fotojornalistas da história da política brasileira e revelam, através de suas imagens, que o mundo exclusivíssimo do poder nem sempre é tão exclusivo assim.

O evento inclui também exposições e workshops que trazem discussões tecnológicas ao Festival, outros que oferecem um contato mais direto com a natureza, como o Narrativas Visuais ou ainda uma vivência de dois dias fotografando num veleiro.

Nas exposições, mais novidades: as galerias de Paraty recebem o projeto Galerias Convidadas, estreando com galerias de Pernambuco (Arte Plural), Rio de Janeiro (Instituto Moreira Salles, Gávea e Coletiva dos Jovens do ITAE) e São Paulo (Babel).

No site do evento você pode conferir a programação completa do evento, se informar sobre as atividades, participar do blog, postar imagens no Flickr Group e até mesmo acompanhar o evento de onde estiver, através da transmissão simultânea das atividades pela internet.

Orlando Brito continua em cartaz na UNEB

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Ficará em cartaz durante toda a semana de integração, a exposição "Corpo e Alma", do fotojornalista Orlando Brito. Aos calouros, nossas boas vindas!

Exposição:
Orlando Brito – Corpo e Alma

Onde: Universidade do Estado da Bahia – DCH III
Endereço: Avenida Edgar Chastinet, S/N, São Geraldo – Juazeiro/BA
Horário: de segunda a sexta, das 14h às 22h. Sábado, das 14h às 18h
Entrada gratuita
Mais informações entre em contato: galeriadefotografia@gmail.com

© Orlando Brito - "Caçador de preá"

© Orlando Brito - "Sofá"